O domingo, 5 de julho de 2026, entrou para a história do futebol brasileiro não apenas pela dolorosa e surpreendente eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo. O confronto no MetLife Stadium, em Nova Jersey, marcou de forma definitiva o fim da linha para o maior artilheiro da história da Amarelinha no torneio mais importante do planeta. Aos 34 anos, Neymar confirmou que esta foi, de fato, a sua última Copa do Mundo.
- Antes mesmo de a bola rolar nos Estados Unidos, o craque já vinha preparando o terreno para o que chamou nas redes sociais de "The Last Dance" (A Última Dança). Embalado por uma recuperação física complexa que limitou seus minutos em campo sob o comando de Carlo Ancelotti, Neymar assumiu um papel diferente neste Mundial — longe do protagonismo absoluto de outrora, mas com a mesma carga emocional de sempre.
- O desfecho nos acréscimos
- Vindo do banco de reservas no segundo tempo para tentar reverter a vantagem norueguesa construída por Erling Haaland, o camisa 10 lutou contra o relógio e contra o próprio ritmo de jogo. Nos minutos finais da partida, chamou para si a responsabilidade e diminuiu o placar em uma cobrança de pênalti convertida com a frieza de quem carregou o peso de uma nação nas costas por mais de uma década.
- O apito final, no entanto, trouxe a dura realidade da eliminação precoce. Neymar desabou no gramado, chorando copiosamente e sendo amparado pelos companheiros de equipe. Na zona mista e em suas declarações pós-jogo, o tom de adeus foi inevitável: "Agora acabou", indicou o atleta, visivelmente emocionado, ao deixar o campo que testemunhou seus últimos passos no torneio.
- "Sei que é a minha última Copa, então é meu último tiro, minha última chance. Vou fazer de tudo para que a gente possa conseguir", havia declarado o craque meses antes do torneio.
- O balanço de uma trajetória intensa
- Neymar se despede dos palcos do Mundial com quatro participações no currículo (2014, 2018, 2022 e 2026). Em campo, os números traduzem a sua genialidade: foram 15 jogos, 9 gols e 3 assistências ao todo na história da competição.
- 2014: O sonho interrompido pela trágica lesão na coluna nas quartas de final.
- 2018: A busca pela superação física na Rússia.
- 2022: O golaço contra a Croácia que quase garantiu a vaga, seguido pela dor dos pênaltis.
- 2026: A despedida resiliente, aceitando o papel de liderança mesmo vindo do banco.
- Embora o tão sonhado hexacampeonato não tenha vindo para coroar a sua geração, a história de Neymar com a camisa da Seleção em Copas do Mundo se encerra como uma das mais intensas, debatidas e marcantes do futebol moderno. O Brasil agora inicia um novo ciclo de olho em 2030, mas, pela primeira vez em 16 anos, sabendo que precisará caminhar sem o seu principal camisa 10.
- Imagem: Reprodução/Instagram.



