Brasília — O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou oficialmente que dois cidadãos brasileiros — uma mulher e um homem — morreram em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a costa norte da Venezuela na noite da última quarta-feira.
Em nota oficial divulgada com grande pesar, o governo brasileiro informou que está prestando total assistência consular às famílias das vítimas. Respeitando o direito à privacidade e a pedido dos familiares, as identidades e informações pessoais dos falecidos não foram divulgadas.
Segundo fontes diplomáticas, as duas vítimas não pertenciam à mesma família e faleceram em desabamentos de estruturas em locais distintos. Uma das mortes ocorreu na capital, Caracas, enquanto as circunstâncias do segundo óbito ainda estão sendo levantadas pelas autoridades.
O maior abalo em mais de um século
A Venezuela foi sacudida por dois tremores históricos em um intervalo de menos de um minuto, com magnitudes de 7,2 e 7,5, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os epicentros foram registrados a cerca de 160 quilômetros de Caracas, em baixa profundidade, o que potencializou o nível de destruição nas áreas urbanas e cidades costeiras, como La Guaira.
Até o momento, o balanço oficial das autoridades venezuelanas aponta mais de 230 mortos e mais de 4.300 feridos. As equipes de emergência locais correm contra o tempo, estimando que centenas de pessoas ainda possam estar soterradas sob os escombros de mais de 250 edifícios danificados.
- Brasil envia ajuda humanitária emergencial Após telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a liderança venezuelana, o governo brasileiro estruturou uma força-tarefa de socorro imediato. Uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) decola para o país vizinho transportando:
- 36 bombeiros especializados em busca e salvamento urbano (vindos dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná).
- 4 técnicos especializados da Defesa Civil e 4 técnicos da Anatel para reestabelecer as comunicações de emergência.
- 9 toneladas de equipamentos de resgate.
- Uma segunda remessa com insumos médicos, purificadores de água e a estrutura para a montagem de um hospital de campanha brasileiro deve ser enviada na sequência para mitigar o colapso no sistema de saúde local.



