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Do ChatGPT ao FBI: Pai é preso no ES após planejar morte de filho de 8 anos para não pagar pensão

Alerta emitido pela desenvolvedora da inteligência artificial mobilizou o FBI e o Ministério da Justiça antes de chegar à Polícia Civil do Espírito Santo

Por: Carol@bocamiuda.comPublicado em 26 de junho de 2026 às 23:4550 views

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Do ChatGPT ao FBI: Pai é preso no ES após planejar morte de filho de 8 anos para não pagar pensão
Um homem de 36 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil em São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo, sob a acusação de planejar detalhadamente o assassinato do próprio filho, um garoto de apenas 8 anos. O motivo do crime seria o não pagamento da pensão alimentícia à ex-companheira. O plano só foi frustrado porque o suspeito decidiu usar o ChatGPT para arquitetar a ação. De acordo com as investigações divulgadas pelo portal G1, o crime ganhou contornos internacionais quando a OpenAI — empresa norte-americana responsável pelo ChatGPT — detectou as mensagens do usuário contendo graves violações de segurança e termos de uso que indicavam perigo iminente à vida.
  • Rota internacional da denúncia Assim que o sistema de inteligência artificial acendeu o sinal de alerta sobre as intenções criminosas do homem, o caso tomou o seguinte rumo:
  • 1. OpenAI: Identificou o texto criminoso e reportou às autoridades dos Estados Unidos.
    • 2. FBI: A polícia federal americana analisou os dados de acesso, rastreou a origem cibernética no Brasil e acionou o governo brasileiro.
      • 3. Ministério da Justiça: Recebeu os dados e encaminhou com urgência para a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).
        • 4. Prisão: Policiais civis localizaram e prenderam o suspeito na zona rural de São Gabriel da Palha.
      • Veneno, pistoleiro e ataques em massa Conforme a polícia, nas conversas mantidas com o chatbot, o homem simulava cenários e pedia instruções sobre como cometer o crime sem levantar suspeitas. Ele mencionou explicitamente a intenção de contratar um pistoleiro para executar a criança, além de pesquisar sobre o uso de armas, cordas e substâncias letais para envenenamento. O teor das mensagens revelou um perfil de extrema periculosidade. Além de planejar o infanticídio, o investigado manifestou na plataforma o desejo de promover ataques em massa contra escolas, igrejas e autoridades públicas.
    • "Ele utilizou a tecnologia achando que estava em um ambiente anônimo e seguro, mas o rastro digital e os filtros de segurança da própria plataforma foram cruciais para salvar a vida dessa criança", destacou a investigação.
  • O homem foi alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Ele responderá por crimes relacionados ao planejamento de homicídio qualificado. Os dispositivos eletrônicos do suspeito foram apreendidos e passam por perícia técnica para robustecer o inquérito policial.

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